Me definho por dentro
Amargurado e afligido pelas decepções.
Não nos conhecemos
De ti só ressentimento.
Cansado, triste e solitário
Com medo e cheio de segredos
Rodeado de falsidade e desenganos.
Busco no papel enterrar sentimentos
E esconder meus planos.
Neste pequeno espaço estarei compartilhando poemas de minha própria autoria, maioria desses são situaçoes vivenciadas no qual transformo em versos.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Num mundo insensível
De nada vale estar rodeado,
E sentir-se sozinho.
Aquele espaço vazio,
Lacuna infinita
Sem esperença de ser preenchida.
Sofrimento imensurável
De inutilidade e não ser reparado.
Tudo culpa de um sistema
Capitalista, autoritário e egocêntrico.
Onde a felicidade está em si mesmo,
Quando muitos estão famintos
De um verdadeiro amigo,
Um ser como esse - amigo
Que não se encontra mais,
Espécie em extinção
Extinguida e refém de um mundo vão.
Vejo o tempo passar,
A brisa soprar,
E eu aqui parado,
Pensando, sentindo
Apenas suspirando.
Aquele anseio de que
Amanhã estarei mais vivo
Mais ativo e crescido.
Pela janela do quarto
Vejo o mundo passar,
A vida correr e
O tempo voar.
Consentindo com a mesmice
Parado, imóvel, estagnado
Deixando fluir e correr.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Seus olhos verdes que
Brilham e ofuscam,
Buscam se encontrar em outros olhos.
Entrelaçando ao cruzar
Com os da sua amada
Deixando o fôlego faltar e o
Coração disparar.
Olhos de menino, com seus sonhos e mazelas,
Anseia um dia descobrir-se
Em meio a multidão.
Levando no seu brilho contínuo,
A inocência de um menino.
Do que o mar é capaz?
Suas ondas, suas brisas...
Nesse vai e vem,
Chegando a beira
À areia.
Cada som reproduzido,
Uma lembrança
Perdida no esquecimento,
Talvez um lamento.
Dos grãos de areia,
Da praia, um desenho
Esperando que o vento
O leve para longe.
Soprar para as profundezas
Do oceano, estas lembranças.
A chuva que lá fora cai,
Minunciosamente ao tocar o chão,
Reproduz sons mais altos que a batida do coração.
Tão incontáveis são aa gotas que bailam ao cair,
São as batidas do meu coração
Ao sentir o seu
pulsar sobre mim.
De onde vens e para onde vais?
Meus pensamentos percorrem
Minha mente rapidamente.
São tantos, que não consigo controla-los.
Mais rápido que as sinapses, entram em colpso.
Minha cabeça gira enquanto meus pensamentos pairam dentro de mim.
São tantos que não consigo Me concentrar.
Não quero a insânia
Mas será que ela me quer?