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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Sigilo

Meus pés já não sentem o chão em que pisei,
Intocável, sem um alicerce firme em que eu possa me afixar.
Meu corpo parece se desintegrar a cada passo dado,
Me perco totalmente, já não sinto o tempo espaço.
É como se os dias passassem e meu corpo não sentisse,
Assemelha-se a uma força gravitacional imperceptível,
Anestesiado pela dimensão da dor e amargura,
Já não vivo, sobrevivo!
Ás vezes felizes de mais, agindo euforicamente,
Mas mal a sociedade sabe que este sorriso amarelo,
É para esconder o flagelo.
As covas em meu rosto que aparecem ao dar risada,
Esconde um mundo de solidão não revelada.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Melancolia

Me sufoca enquanto invade
Se espalhando tão sutilmente quanto um câncer
Me fazendo perder toda a felicidade
Sugando as minhas energias
Enquanto durmo no chão
Da sala vazia.
Nostalgia de meu passado
Que se encontra nas páginas borradas.
Marcado na minha memória,
O que não se conta na história.
Esquecido como um qualquer,
As pessoas não se importam, pois é.
As lágrimas já se secaram como o sertão,
Já não há mais choro, apenas solidão.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Louco, insano, sem razão
Ecoam no precipício.
Perdido, sem jeito, vilão
Vegetando no chão.
Iniciar, tentar, recomeçar
É loucura não dá.
Vírus permanente, deliquente
Apenas resíduos em mente.

A chuva que lá fora cai,
Minunciosamente ao tocar o chão,
Reproduz sons mais altos que a batida do coração.
Tão incontáveis são aa gotas que bailam ao cair,
São as batidas do meu coração
Ao sentir o seu
pulsar sobre mim.