Meus pés já não sentem o chão em que pisei,
Intocável, sem um alicerce firme em que eu possa me afixar.
Meu corpo parece se desintegrar a cada passo dado,
Me perco totalmente, já não sinto o tempo espaço.
É como se os dias passassem e meu corpo não sentisse,
Assemelha-se a uma força gravitacional imperceptível,
Anestesiado pela dimensão da dor e amargura,
Já não vivo, sobrevivo!
Ás vezes felizes de mais, agindo euforicamente,
Mas mal a sociedade sabe que este sorriso amarelo,
É para esconder o flagelo.
As covas em meu rosto que aparecem ao dar risada,
Esconde um mundo de solidão não revelada.
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