quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Infância

Sinto falta sim,
Mas não da falta de responsabilidade,
Responsabilidades e deveres são bons,
Sinto falta da escola,
Aquela 5ª ou 6ª série,
Onde a verdadeira amizade realmente existia.
Hoje ao rever aqueles "velhos amigos",
Já não é o mesmo sentimento,
Há um vazio por dentro,
Olhares frios e pouco significativos,
Sem abraços ou sorrisos,
Comunicação e sentimento impreciso,
E canto "Poema" de Cazuza:

"De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás..."

Hoje vejo a ingenuidade e simplicidade daquela época,
Ao rever tais pessoas sinto um frio estranho,
Mas eu rio ao sentir essa nostalgia,
E ainda tenho esperança de que um dia ainda encontre amigos
Como aquela época.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Em toda minha essência,
Escondo minha baixa frequência,
Dissolvo aos poucos como
As flores fervilham nos jardins.
Dissimulando todo pesar,
Que se manifesta em meu olhar.
Enquanto todos atenuam essa situação, 
Me envolvo na degradação.
E meu âmago se contorce 
Em escárnio,
Tentando superar minha desolação.
Quero Amar,
Quero Viver,
Quero asas ter,
E ao intocável te levar.
Quero sentir o que jamais vivi antes,
Mergulhar nos teus lábios,
Enquanto você acaricia e tateia
Meu corpo,
Leve, frenético e louco.
Estafado da monotomia
De estar longe de teu ser.