segunda-feira, 5 de junho de 2017

Por que as pessoas se incomodam tanto com a vida alheia? Em suas mãos nos tornamos prisioneiros numa teia. A felicidade se desencontra com o ciúme irracional. Um simples espirro se torna uma bomba, um nada vira um tudo. Reféns e marionetes que não respiram, apenas suspiram.
Um novo prédio está sendo construído, tijolo por tijolo, reboco por reboco, manilha por manilha. Lentamente, mas cuidadosamente para que o alicerce não seja derrubado tão fácil ou inutilmente. Volto a ser um engenheiro que empreende na construção de parte de mim. Este prédio se chama: confiança.
Que seja eterno enquanto dure esse momento de simples contentamento, que o tempo pare só para mim e esse momento. Mazela mental que por um instante se afasta deixando que minha mente seja tomada pelo simples prazer de viver e estar neste lugar.
E de repente a felicidade me invade, aquele sorriso de ‘como foi bom’, um forte anseio de regressar e reviver momentos precisos, deixando um leve sorriso escapar em meus lábios momentaneamente, deixando pasmo quem ao redor está por não saber o motivo de minha felicidade.
A felicidade é uma sequência de portas,
Bateremos em várias ao longo do tempo,
Mas logo acharemos a porta certa.
Quando a achamos, entramos com tudo e
Esquecemos a amargura que nos persegue.
Parece irreal, fruto de uma ilusão da minha ilusão,
Afinal, é real?
Parece fruto da minha imaginação,
Sou eu, minha própria frustração,
É real?
As pessoas, o mundo a minha volta,
Parecem não existir,
Duvido da minha própria existência,
Existo ou inexisto?
As pessoas existem?
Parecem tão distantes da realidade,
Como as constelações, parecem flutuar no nada.
E o nada flutua no tudo.
Um beijo suave,
Uma noite sem lua,
Sussurros e abraços, sentado na rua,
Uma puxada pelo braço,
Um cheiro no cangote.
Que seja eterna essa noite,
Encontrar você:
Minha maior sorte
Acordei, aquela dor me sobe a cabeça me prendendo a cama, meus membros parecem estar acorrentados, não consigo me levantar. Minhas pernas estão imóveis falta-me o ar, minha respiração ofega. A cada dia que acordo parece um escárnio a minha sobrevivência, logo não vivo, mas sobrevivo.
O que é felicidade? Aonde ela vive? Onde de esconde? Onde se acha? Ainda sobrevive? Sufocada pela dor, se inibe. Quase inexiste, onde se acha àquela que não se perdeu? É fácil achar o que se perdeu, difícil é achar aquela que não se perdeu e que está penetrada no cálice e ninguém a resgata cruzando os braços e deixando-a que venha a nosso encontro.
Meu âmago clama por um sentimento do profundo prazer de viver, um momento de reflexão um simples clichê. Clama ele por algo que há tempo não vê. Minhas sinapses ocorrem cada vez mais rápido quando sinto aquela nostalgia, aquele sentimento regressão. As vertigens aumentam e minha cabeça gira - de repente o nada me sucumbe ou apenas a escuridão irradia na minha mente tomada pela confusão mental. Afinal estou vivendo um pesadelo ou o pesadelo em mim vive?
Somos tão frágeis que e sensíveis que um simples arranhão pode parecer uma ferida. Mas sempre há alguém que se dispõe a dividir a dor e o pesar. Enquanto puder, colocarei a minha dor no bolso e ajudarei a sarar a tua. 
 “Presentes são usados e logos se desgastam pelo tempo, mas sentimentos, até palavras mesmo que por escrito, ficam eternizados na alma humana.”

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Paciência

Vou passando os dias pensando,
Querendo, vivendo, tentando.
A procura de alguém que me faça transbordar.
Tenho expectativas que meu amor ainda virá.
Não tenho mais pressa, tão pouco crio expectativas,
Deixo rolar, sem essa de forçar a barra.
Vou tendo paciência, adquirindo resiliência.
No momento certo vou descobrir
O melhor de mim em um outro alguém.
Vou manter os pés no chão,
Sem criar expectativas em vão.
Vou deixar fluir, por que o melhor há de vir.
Se não for dessa vez, não tem problema,
Vou esperar pelo momento certo.
A única certeza é
Que não quero ficar perdido no deserto.