Vou me arrastando,
Sentindo um peso enorme nas minhas costas,
Não sabendo a dor que carrego no peito,
Sou julgado sem ser conhecido por dentro,
Ser humano imperfeito.
Uma lacuna me atormenta,
Me sinto culpado e ao mesmo tempo sem rumo,
Coagido, reprimido,
Rotulado e esquecido.
Onde o que você sente é mais importante
Do que seu caráter e atitude,
Esquecendo das batalhas que se passam dentro de mim.
Uma luta contra razão e emoção.
Desgastando todo o meu ser,
Esmiuçando meu corpo
Fazendo me sofrer.
Expectativas não atendidas,
Conquistas esquecidas,
Exigência em excesso,
Compreensão e empatia é
O que peço.
Neste pequeno espaço estarei compartilhando poemas de minha própria autoria, maioria desses são situaçoes vivenciadas no qual transformo em versos.
terça-feira, 9 de maio de 2017
Angústia
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Solidão
O mundo tem se tornado cada vez mais frio,
É como atravessar um pântano gélido e sombrio.
Cultivar e criar novos relacionamentos
Parece uma missão impossível,
Pergunto-me se haverá alguém
Que possa me dar mão e
Que me faça fechar os olhos
Confiando-lhe o dirigir
Dos meus passos,
E que cada sofrimento que vivo,
Diga que está comigo e me dê
Um sincero abraço.
A sociedade está ocupada de mais,
Que não consegue ver, nem ouvir o próximo
Que também tem problemas pessoais.
Se pararmos para refletir,
Temos muitas pessoas ao nosso redor,
Mas por causa do ego de muitos,
Mal conseguem reconhecer que,
Não há ninguém maior ou menor.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Sigilo
Intocável, sem um alicerce firme em que eu possa me afixar.
Meu corpo parece se desintegrar a cada passo dado,
Me perco totalmente, já não sinto o tempo espaço.
É como se os dias passassem e meu corpo não sentisse,
Assemelha-se a uma força gravitacional imperceptível,
Anestesiado pela dimensão da dor e amargura,
Já não vivo, sobrevivo!
Ás vezes felizes de mais, agindo euforicamente,
Mas mal a sociedade sabe que este sorriso amarelo,
É para esconder o flagelo.
As covas em meu rosto que aparecem ao dar risada,
Esconde um mundo de solidão não revelada.
terça-feira, 14 de junho de 2016
Artigo Indefinido
Insana, presa e louca,
Esconde histórias sucumbidas,
Noites mal dormidas.
Já se comprime dentro de mim,
Toda uma vida refletida
Em cada olhar,
Em cada linha do meu rosto,
Meu tocar, meu gosto,
Notavelmente em meus traços
No clima gélido de meus abraços.
Fantasiando em terna poesia,
Me enlaçando fortemente em heresia,
Violando toda norma ortográfica,
Sem me importar com conectividade,
Se é intransitivo, faço minhas ideias transitar,
O verbo conjugar.
Apenas para expressar o que sinto por dentro,
Em tom de lamento,
Por que se não expor, com certeza não aguento.
Em versos, palavras e frases
Mistifico o que sinto,
Misteriosamente sub entendido.
Não importa a inexistência da introdução,
Da coerência ou coesão,
Mas a liberdade de expressão,
Da emoção existente dentro do meu coração.
segunda-feira, 13 de junho de 2016
Culpa
Cometemos erros que não deveríamos
Caímos, tropeçamos e resolver tentamos.
O arrependimento só não basta.
É preciso mudar, demonstrar em ações que conseguimos parar.
Mas de uma forma tão oculta - dentro de mim,
Sinto aquela dor, o pesar,
A consciência de que, o que for que eu faça,
Ficará eternamente o vestígio, a ferida.
Sinto meu âmago corroer,
O sentimento de culpa, que não vou esquecer.
O que me preocupa já não é superar expectativas,
Tão pouco agradar aqueles que esperam de mim.
Quero paz mental,
Sentir minha cabeça leve ao dormir.
Anseio pelo momento de liberdade,
Liberto do sentimento de culpa.
Livrar-me deste fardo que oprime minha alma.
Quero a calma do mar,
A leveza dos ventos,
O peso da pluma,
E me livrar deste tormento.
terça-feira, 7 de junho de 2016
Melancolia
Se espalhando tão sutilmente quanto um câncer
Me fazendo perder toda a felicidade
Sugando as minhas energias
Enquanto durmo no chão
Da sala vazia.
Nostalgia de meu passado
Que se encontra nas páginas borradas.
Marcado na minha memória,
O que não se conta na história.
Esquecido como um qualquer,
As pessoas não se importam, pois é.
As lágrimas já se secaram como o sertão,
Já não há mais choro, apenas solidão.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Amaciante
Viver de felizes e ternos momentos.
Sentir o amor reluzir,
E te ver quando a porta abrir.
Acordo pra te ver e
Te vejo ao dormir.
Sua pele macia com cheiro de amaciante,
Deixa em mim uma fragrância repousante.
Faço de ti minha sina,
Uma escolha sem alternativas.
Te quero, minha menina.
sábado, 26 de março de 2016
segunda-feira, 14 de março de 2016
Parafrasear versos todo dia.
Ser compreendido,
Versificar o que tenho sentido.
Taxado de louco,
Me perco aos poucos.
Viver de poesia, meu anseio,
Apenas sentir, devaneio.
Na ausência de sincronia,
Perco minha fantasia,
Depressão irremediável,
A desconstruir verso afável.
Nostalgiando imaginário inexistente,
Mas vívido em minha mente.
terça-feira, 8 de março de 2016
Monotomia
Interesse sincero por inteiro.
O que não existe mais,
E não duvido que demonstrar ainda seja capaz.
Quero que diga que se importa,
E se ofereça sem nada em troca.
Me dê a mão nos momentos bons e ruins,
E ande comigo até os confins.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Infância
Mas não da falta de responsabilidade,
Responsabilidades e deveres são bons,
Sinto falta da escola,
Aquela 5ª ou 6ª série,
Onde a verdadeira amizade realmente existia.
Hoje ao rever aqueles "velhos amigos",
Já não é o mesmo sentimento,
Há um vazio por dentro,
Olhares frios e pouco significativos,
Sem abraços ou sorrisos,
Comunicação e sentimento impreciso,
E canto "Poema" de Cazuza:
"De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás..."
Hoje vejo a ingenuidade e simplicidade daquela época,
Ao rever tais pessoas sinto um frio estranho,
Mas eu rio ao sentir essa nostalgia,
E ainda tenho esperança de que um dia ainda encontre amigos
Como aquela época.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Escondo minha baixa frequência,
Dissolvo aos poucos como
Quero Viver,
Quero asas ter,
E ao intocável te levar.
Quero sentir o que jamais vivi antes,
Mergulhar nos teus lábios,
Enquanto você acaricia e tateia
Meu corpo,
Leve, frenético e louco.
Estafado da monotomia
De estar longe de teu ser.