sábado, 8 de setembro de 2018

Andorinhão preto

A voar, a imigrar,
Não me canso de voar.
10 dias ou 10 meses,
Sem cansar, nem parar.
Quero redescobrir minhas asas,
Alcançar os mais altos céus.
O mundo é minha casa,
O horizonte mais distante alcançar,
Sem temer, sem me apavorar.
O azul mais anil, ao longe avistar,
Um mundo que jamais existiu, que agora existirá.
Em gaiolas não me prendo,
Às desventuras me rendo.
Uma aventura a cada momento,
Alcançando o firmamento.
Não tenho medo de partir,
Mas deixar de conhecer algo
Que ainda não vi,
Pelo simples motivo de me reprimir.

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