domingo, 19 de novembro de 2017

Com mais delongas

Talvez as delongas sejam reticências e as reticências indicam que não acabou mas que pode ser algo continuado , algo que se completa mas que ainda se espera ...

sábado, 4 de novembro de 2017

Estrela

Seja dia ou noite, as estrelas sempre estarão no céu.
Em um instante, visíveis, em outros, imperceptíveis.
Somos como as estrelas,
A depender da circunstância,
Nosso brilho não será visível.
Mas ele sempre estará lá.
As vezes de dia elas brilham,
Mas poucos conseguem ver.
O seu brilho sempre vai existir,
Algumas pessoas não vão ver,
Mas para observar,
Terá de ser como o dia,
Se esforçar bastante para notar,
Por quê é mais fácil reclamar do que não se vê,
Do que esperar a noite para perceber.

domingo, 29 de outubro de 2017

Nem tudo é uma questão de escolha.
As vezes é questão de sentimento.
Não escolhi te querer, te gostar, te desejar.
Tão pouco escolhi que esteja distante de mim.
Nem escolhi que as coisas fossem assim,
Mas escolhi ser alguém que possa
fazer diferente e gostar intensamente.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Renascer

Vou renascendo todos os dias,
Não procuro mais viver como se esse fosse o último,
Mas como se fosse o primeiro.
Vou redescobrindo, reinventando,
Vou também acreditando novamente.
Se eu desacreditar, durmo e acredito novamente ao acordar.
Por quê cada dia será o primeiro,
Se deu errado, dane-se, um dia dará.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

O que esperar de uma sociedade cheia de estigmas? Notamos cada vez mais pessoas aderindo a rejeição por falta de conhecimento, empatia ou falsas verdades. Corações partidos que por vezes cheios de lacunas e martirizados, se destroem no ermo em que vivem, nos desencontros e nos devaneios que findam ao despertar do dia. Remoendo em uma densidade de uma confraria autoritária. Que um dia possamos apenas rotular a  pura compaixão vivenciada nos mais puros ares de um vasto universo a se descobrir.

sábado, 15 de julho de 2017

Vemos a hipocrisia humana nos pequenos momentos do dia. Engraçado como o simples hábito de mentir é encarado como algo abominável para alguns, e esses indivíduos mentem para se auto-favorecer. É a lei da conveniência, só é errado quando prejudica a si mesmo, se diz respeito ao outro, não tem importância. Esta sociedade contemporânea que visa apenas o bel prazer, em que seus interesses são promovidos com prioridade. Cobra-se a mudança, mas não muda seus hábitos. E onde fica a moral para cobrar? Que possamos refletir nos valores que exaltamos, e sermos a mudança que tanto almejamos.
Ainda devo acreditar no amor, um amor puro e pleno. 
Num mundo rodeado de autoritarismo, amar se faz necessário. Até os vilões amam.
 Amar nos torna vivos, faz-nos acreditar no futuro. 
Como disse um poeta "não deixamos de viver quando morremos, mas quando deixamos de amar", mortos, ainda vivemos no coração de alguém, mas sem amor, deixamos de viver, tornamos robôs. 
Saímos daquela monotonia quando amamos, criamos e somos intensos.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Laços



Que mundo engraçado, fico seriamente decepcionado. Sinto falta dos velhos tempos, onde era mais fácil criar verdadeiros relacionamentos, sinceros e laços com terno sentimentos. Hoje em dia, se você tenta fazer amizade com outro homem, é taxado de homossexual, se tenta fazer amizade com mulher, dizem que você só quer sexo. Mundo se tornando cada vez mais frio, sombrio, solitário e vazio. Famílias separadas por um objeto que mal cabe na palma da mão, sem diálogo, sem amor, sem perdão. Penso comigo mesmo, até quando as pessoas vão ser assim? Um dia vai mudar? Esperança é o que em mim não falta. Ser empático é uma forma pela qual tento redescobrir novos humanos, sim, humanos de fato que ainda possuam ternura, que tenham compaixão. A espera de um amigo verdadeiro, que possa ser aquele irmão companheiro, que encare defeitos apenas como detalhes e que lute pela melhora das minhas falhas e enriqueça minhas virtudes. 

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Por que as pessoas se incomodam tanto com a vida alheia? Em suas mãos nos tornamos prisioneiros numa teia. A felicidade se desencontra com o ciúme irracional. Um simples espirro se torna uma bomba, um nada vira um tudo. Reféns e marionetes que não respiram, apenas suspiram.
Um novo prédio está sendo construído, tijolo por tijolo, reboco por reboco, manilha por manilha. Lentamente, mas cuidadosamente para que o alicerce não seja derrubado tão fácil ou inutilmente. Volto a ser um engenheiro que empreende na construção de parte de mim. Este prédio se chama: confiança.
Que seja eterno enquanto dure esse momento de simples contentamento, que o tempo pare só para mim e esse momento. Mazela mental que por um instante se afasta deixando que minha mente seja tomada pelo simples prazer de viver e estar neste lugar.
E de repente a felicidade me invade, aquele sorriso de ‘como foi bom’, um forte anseio de regressar e reviver momentos precisos, deixando um leve sorriso escapar em meus lábios momentaneamente, deixando pasmo quem ao redor está por não saber o motivo de minha felicidade.
A felicidade é uma sequência de portas,
Bateremos em várias ao longo do tempo,
Mas logo acharemos a porta certa.
Quando a achamos, entramos com tudo e
Esquecemos a amargura que nos persegue.
Parece irreal, fruto de uma ilusão da minha ilusão,
Afinal, é real?
Parece fruto da minha imaginação,
Sou eu, minha própria frustração,
É real?
As pessoas, o mundo a minha volta,
Parecem não existir,
Duvido da minha própria existência,
Existo ou inexisto?
As pessoas existem?
Parecem tão distantes da realidade,
Como as constelações, parecem flutuar no nada.
E o nada flutua no tudo.
Um beijo suave,
Uma noite sem lua,
Sussurros e abraços, sentado na rua,
Uma puxada pelo braço,
Um cheiro no cangote.
Que seja eterna essa noite,
Encontrar você:
Minha maior sorte
Acordei, aquela dor me sobe a cabeça me prendendo a cama, meus membros parecem estar acorrentados, não consigo me levantar. Minhas pernas estão imóveis falta-me o ar, minha respiração ofega. A cada dia que acordo parece um escárnio a minha sobrevivência, logo não vivo, mas sobrevivo.
O que é felicidade? Aonde ela vive? Onde de esconde? Onde se acha? Ainda sobrevive? Sufocada pela dor, se inibe. Quase inexiste, onde se acha àquela que não se perdeu? É fácil achar o que se perdeu, difícil é achar aquela que não se perdeu e que está penetrada no cálice e ninguém a resgata cruzando os braços e deixando-a que venha a nosso encontro.
Meu âmago clama por um sentimento do profundo prazer de viver, um momento de reflexão um simples clichê. Clama ele por algo que há tempo não vê. Minhas sinapses ocorrem cada vez mais rápido quando sinto aquela nostalgia, aquele sentimento regressão. As vertigens aumentam e minha cabeça gira - de repente o nada me sucumbe ou apenas a escuridão irradia na minha mente tomada pela confusão mental. Afinal estou vivendo um pesadelo ou o pesadelo em mim vive?
Somos tão frágeis que e sensíveis que um simples arranhão pode parecer uma ferida. Mas sempre há alguém que se dispõe a dividir a dor e o pesar. Enquanto puder, colocarei a minha dor no bolso e ajudarei a sarar a tua. 
 “Presentes são usados e logos se desgastam pelo tempo, mas sentimentos, até palavras mesmo que por escrito, ficam eternizados na alma humana.”